domingo, 17 de maio de 2009

Testemunho do Pastor Ricardo Barbosa de Souza

É na comunhão com Deus, família e igreja que entro em contato com a relaidade de quem eu sou. Como pastor, ouço muitos criticarem a igreja, declararem sua rejeição pelos que consideram chatos e inoportunos, sua intolerância aos rituais monótonos e repetitivos, sua impaciência para com as mudanças, sua intolerância para com os diferentes, etc.

As críticas, na maioria das vezes, procedem, têm argumentos lógicos e pertinentes. Talvez, para muitos, seria mais fácil e simples viver ilusões do mundo impessoal.
Quando viajo e participo de congressos onde sou convidado para falar, normalmente as pessoas por gentileza ou sinceridade, me elogiam, me tratam com respeito e admiração, alguns chegam até a se emocionar. No entanto, quando volto para casa, minha esposa e filhos não se impressionam facilmente com o que faço. Apenas me amam como eu sou. O mesmo acontece em minha igreja.

Nestes lugares minhas relações são mais pessoais porque minhas fraquezas são expostas, minha humanidade caída e reconciliada pelo poder de Cristo é conhecida.
É neste mundo de relacionamento pessoais que sou lembrado a olhar para mim mesmo, a tocar na minha realidade. Se vivesse sempre viajando, falando, relcebendo elogios, sendo tratado com deferência, cedo ou tarde perderia o senso de realidade porque perdi a vida de comunhão.

Preciso de família e da igreja, preciso da comunhão pessoal para presercar-me cristão e humano.
Se as pessoas rejeitam a comunhão por achá-la chata , enfadonha, complicada, é porque ainda resistem ao amor, à entrega e ao encontro real consigo mesmas. É somente na comunhão, na superação do egoísmo, na aceitação do outro, que eu me encontro comigo na presença e Deus.
Fora de um relacionamento pessoal não há conhecimento objetivo de nós mesmos. Mas a relação entre pessoa e a igreja é determinada pelo relacionamento entre a pessoa e Cristo. O ser nova criatura em Cristo é provar o poder de uma nova humanidade que se realiza na experiência da comunhão.

A comunhão através das relações pessoais é o coração da realidade. O Deus Triúno da graça nos liberta do individualismo autônomo e refaz em nós, pelo poder do seu Espírito, na mediação de Cristo, um novo homem à imagem de Deus. O encontro com o Deus Triúno é a conversão radical dos nossos relacionamentos, transformando a natureza corrompida das nossas famílias e igejas em verdadeiras comunidades onde cada pesssoa e nutrida e amada com respeito, valor e identidade próprios de cada um.
Casa vez que nos assentamos ao redor da mesa da eucaristia e recebemos a dádiva da vida de nosso Senhor atrav
es da comunhão do pão e do vinho, estamos reafirmando nossa vocação comunitária. O "eu" se transforma num glorioso "nós". Ao redor da mesa a igreja encontra sempre sua plenitude e significado. Estas são algumas razões pelas quais eu aindo preciso da igreja.

Pastor Ricardo Barbosa de Souza

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